O vaso sanitário como conhecemos pode estar com os dias contados. Como? Simples. No futuro nenhuma gota de água será desperdiçada e, como bônus, todos terão fertilizante grátis para o jardim. Ideia  antiga mas útil hoje, caiu no desuso com as válvulas hidro automáticas.

 

Vá ao banheiro, faça o que precisa ser feito e, em vez de dar a descarga, carregue uma pá com serragem para despejar no fundo do vaso sanitário. Em condições ideais de umidade e temperatura, essa mistura vai se decompor e virar adubo dentro de um compartimento sob a própria privada.

O grande trunfo do sistema é evitar a contaminação da água. É com essa bandeira ambiental que Jenkins vende a ideia do cocô reciclado.

“O único problema contra a compostagem humana é o preconceito”, diz o escritor e marceneiro americano Joseph 

E qual é o cheiro do sanitário seco? Supostamente, nenhum. Quando o sistema funciona corretamente, uma reação química entre o nitrogênio das fezes e o carbono da serragem cria uma mistura estável e inodora. Para convencer as pessoas a aderir ao W.C. seco no Brasil,  em Pirenópolis, Goiás, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado criou um projeto de nome sugestivo: Húmus Sapiens. São banheiros secos, de alvenaria, que custam metade do valor de um banheiro tradicional.

A ideia do sanitário seco é antiga. Em 1869, impressionado com o perigo de contaminação das fossas abertas, o padre inglês Henry Moule criou um sanitário seco parecido com os atuais. Com a invenção da válvula de descarga, no início do século XX, o sanitário seco caiu em desuso. Mas os discípulos de Moule ainda existem. Joseph Jenkins é um deles. Além de escrever, ele vende seus próprios sanitários compactos. Com aparência de um cubo de madeira, custam ao redor de R$ 350. O assento acolchoado é opcional.

Como funciona o sanitário seco/compostável:
Existem muitos modos para matar os organismos patogênicos que são encontrados nas fezes humanas. No sanitário compostável isso é feito por meio de temperatura e tempo de compostagem.A alta temperatura é uma ótima maneira de matar estes patógenos. Por isso, na câmara do sanitário, a temperatura deve estar significamente acima da temperatura do corpo humano, 37 graus Celsius.
Uma placa preta situada do lado de fora do sanitário aquece a câmara com a luz do sol permitindo que a temperatura suba e o processo de compostagem comece. Se a temperatura atinge:
50 graus Celsius, mata os patógenos em 1 dia;
46 graus Celsius, mata os patógenos em 1 semana;
43 graus Celsius, mata os patógenso em 1 mês.
Fatores como pH, umidade, níveis de amônia e tempo de compostagem também influem na eliminação dos patógenos. O tempo é um fator importante, já que os patógenos morrem poucos dias depois que estão fora do corpo humano. A vida dos patógenos é menor fora do corpo porque o ambiente é hostil, competitivo e as bactérias aeróbicas estão prontas para devorá-los. Logo que entrar em funcionamento, podem aparecer moscas, e por isto todas as entradas e saídas de ar devem ter uma tela de mosqueteiro.

Modelo esquemático básico de montagem do sanitário seco

Fontes:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI113493-15228,00.html

http://organicaarquitetura.blogspot.com/2009/04/sanitario-seco-revolucao.html

https://ecoeunasp.wordpress.com/2017/02/21/curiosidade-humus-sapiens-o-sanitario-compostavel/

Andre LuizAssociação ComunitáriaCursos e OficinasGeralOficinasO vaso sanitário como conhecemos pode estar com os dias contados. Como? Simples. No futuro nenhuma gota de água será desperdiçada e, como bônus, todos terão fertilizante grátis para o jardim. Ideia  antiga mas útil hoje, caiu no desuso com as válvulas hidro automáticas.   Vá ao banheiro, faça o que precisa ser feito e,...Rede Social para integrar e fortalecer a comunicação dos moradores da região de Morro das Pedras, Areias e Trevo do Erasmo